MOBI É 10

Subcompacto da Fiat completa 10 anos de mercado

Pequenino, Fiat Mobi é sucesso no segmento de vendas diretas, para composição de frota, com mais de 600 unidades produzidas

Marcelo Jabulas@garagemdojabulas
Publicado em 13/04/2026 às 13:12.
 (Marcelo Jabulas)
(Marcelo Jabulas)

Nesta segunda-feira (13), o Fiat Mobi completa 10 anos de lançamento. E nem parece que tem tanto tempo assim, pois o carro não mudou praticamente nada. 

Mas há uma razão para isso: o Mobi é o carro de entrada da Fiat. Ele foi desenvolvido para suceder o Uno Mille e o Palio Fire. E lá em abril de 2016 ainda fazia sentido o tal do carro popular, opção que entrou em rota de extinção devido à inflação dos insumos, encarecimento do crédito e exigências de segurança e emissões. 

E o Mobi segue na ativa driblando o fim irremediável e, inclusive, terá uma nova geração prevista para 2028, segundo apuração do portal AutoPapo. Trata-se de um carro espartano, mas que vende muito. Em 2025 foram 73 mil unidades licenciadas no Brasil, o que faz dele um dos modelos com maior volume do país.

Claro que desse total, mais de 95% foi destinado a composição de frotas. Afinal, o preço inicial de R$ 83,5 mil faz qualquer consumidor pensar duas vezes antes de assinar o contrato. Com essa grana, juntando mais um pouquinho é possível levar para casa um carro mais qualificado e confortável. Assim como um seminovo. 

É difícil defender o Mobi, um carrinho tão pelado de conteúdos. Mas ele tem suas virtudes. A começar pelo fato de quanto menos equipamentos, menos itens para dar defeito e elevar a cotação de seguro. Ele é quase um misto: pão, manteiga, presunto e queijo. Nada de ingredientes nobres.

Atualmente, ele utiliza o motor Firefly 1.0 de 75 cv e quase 11 kgfm de torque. É a mesma unidade que equipa Argo, Cronos, C3 e Basalt em suas versões de entrada. No Mobi, ele sobra, pois entrega quase todo torque em baixa rotação. E como é leve (e não tem espaço para muito peso), ele sempre responde com agilidade.

E se faz pouco esforço, também bebe pouco. Com médias de consumo citadino, com etanol, na casa dos 9,9 km/l. Com gasolina, passa dos 14,0 km/l.

Comprovamos isso testando (pela milionésima vez) o pequeno italiano, na versão de entrada Like. É um carrinho funcional. Vem equipado com direção elétrica e ar-condicionado, que faz parte do pacote padrão do motor e seus agregados. E ainda conta com computador de bordo e vidros dianteiros elétricos. Mas não tem multimídia ou rádio.

A Fiat não oferece rádio nem como acessório, apenas os alto-falantes. E a razão é simples! Como se trata de um carro majoritariamente para uso de trabalho, e todos o restante da gama conta com multimídia (com exceção do Fiorino, que também é carro de trabalho), não há razão de a Fiat fazer estoque de um item que tem grande probabilidade de ficar encalhado.

Assim, se o consumidor fizer muita questão de combinar Mobi e áudio de fábrica, é melhor pagar R$ 2 mil e comprar a versão Trekking, que é muito mais legal.

Resumindo, o Mobi é um carro que completa aniversário contrariando as tendências de consumo, mas extremamente bem sucedido em sua proposta. É um carro pensado para ser prático e eficiente no deslocamento urbano. Funciona bem para frotas e funcionaria muito bem para o brasileiro se tivesse o verdadeiro preço de carro popular.

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