VELHO DE GUERRA

Testamos o Jeep Renegade em sua edição de 10 anos

Jeep Renegade Willys mantém veterano em ótima forma, mesmo depois de uma década de labuta

Marcelo Jabulas@mjabulas
Publicado em 06/12/2025 às 10:26.
 (Foto: Jeep/Divulgação)
(Foto: Jeep/Divulgação)

O Jeep Renegade não é nenhum novato. De sua “turma”, só ele manteve sua geração inaugural. Rivais como Creta, Kicks, HR-V, 2008 e Duster já trocaram de carroceria, mas o jipe segue firme e forte.

Tanto é que ele está entre os 10 SUVs mais vendidos de 2025, com 40 mil unidades licenciadas. Para um veterano é um número expressivo.

Mas o que faz do Renegade um sucesso de vendas depois de tanto tempo? Aqui podemos destacar três pontos: o primeiro é o lastro da marca Jeep. O emblema tem grande valor agregado.

O segundo é que ele nunca perdeu sua capacidade off-road. Apesar de a grande maioria dos consumidores de veículos 4x4 praticamente ignorarem as funcionalidades da tração nas quatro rodas, o Renegade é o único compacto (ao lado do Jimny Sierra) que tem esse tipo de tração.

E por fim, o Renegade evoluiu ao longo do tempo, ao invés de perder prestígio. A versão Willys é a prova disso. Posicionado no topo da gama, o SUV conta com pacote farto de conteúdos, com assistentes de condução, bom nível de acabamento, quadro de instrumentos digital, climatização eletrônica, multimídia com conexão sem fio para smartphones, GPS nativo, dentre outros recursos. Isso sem falar do revestimento em couro dos bancos e teto solar panorâmico.

Como todo Renegade, o Willy é equipado com motor T270 1.3 turbo de 176 cv e 27,5 kgfm de torque. Por ser uma versão 4x4, conta com caixa automática de nove marchas, em que a primeira faz as vezes da reduzida. 

Tudo isso faz do Renegade Willys um carro bem equipado para uso cotidiano, com sua habilidade para aventuras de fim de semana. Seu preço de R$ 185 mil não é para todos os bolsos, mas o modelo está no mesmo patamar de outros medalhões do segmento como VW T-Cross, Honda HR-V, Hyundai Creta e o caríssimo Nissan Kicks.

Conferimos a edição limitada “10 Anos”, com base na versão Willys. A série foi elaborada para marcar o aniversário do Renegade e conta com adesivos e emblemas que fazem alusão à efeméride.

Depois de testar o Renegade inúmeras vezes, há uma certeza: ele é sempre gostoso de guiar. A posição elevada oferece boa visibilidade, o motor 1.3 é mais que valente. 

Mas tem seus pecados, como a tela do multimídia pequena e com posição abaixo da linha do volante, assim como o porta-malas de 320 litros, que não é um dos melhores para viagens com muita tralha. Mas é um carro legal e que ainda se mostra uma das melhores escolhas entres os SUVs compactos.

E pelo andar da carruagem, a Jeep não tem a menor intenção de tirar o veterano de linha por aqui (e nem lá fora). Hoje, o Renegade corresponde a mais de 30% das vendas da marca no Brasil. Ele só fica atrás do Compass, que já vendeu 54 mil unidades de janeiro a novembro, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). 

No ano que vem, ganhará a companhia do Avenger, que será feito em Porto Real (RJ), na fábrica que produz os modelos Citroën. O novo Jeep utilizará a mesma plataforma CMP de C3 e 2008, e será equipado com motor T200 1.0 de 130 cv e 20,4 kgfm de torque, que certamente virá com módulo elétrico BSG.

Assim, o Renegade segue firme e forte, vendo outros modelos surgirem, novos companheiros, novos rivais, mas sem nunca abandonar seu posto.

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