TESTE

Testamos o Leapmotor C10, o SUV elétrico da Stellantis que esbanja tecnologia

SUV elétrico tem tamanho de sobra, muito conteúdo e com preço de utilitário compacto a combustão

Marcelo Jabulas@garagemdojabulas
Publicado em 30/03/2026 às 11:49.
 (Foto: Marcelo Jabulas)
(Foto: Marcelo Jabulas)

O avanço dos carros elétricos no Brasil começa a ganhar contornos mais práticos, com modelos que deixam de ser apenas vitrine tecnológica e passam a disputar espaço com SUVs tradicionais. Um dos exemplos dessa nova fase é o Leapmotor C10, que chega ao mercado por R$ 205 mil com proposta de unir porte, conteúdo e eletrificação em um único pacote.

Com dimensões próximas às de utilitários como o Jeep Commander, o C10 aposta em um conjunto mecânico alinhado ao padrão dos elétricos intermediários. O motor traseiro entrega 218 cv e 32,6 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de 70 kWh. Na prática, a autonomia gira em torno de 350 km, número suficiente para uso urbano e deslocamentos cotidianos, mas que ainda exige planejamento em viagens mais longas.

Ao volante, o comportamento segue a cartilha dos elétricos: silêncio, respostas progressivas e condução suave. O desempenho é adequado ao porte do veículo, sem proposta esportiva, mas suficiente para o dia a dia. Com cerca de duas toneladas, o C10 prioriza conforto e, nesse ponto, se destaca pelo acerto de suspensão mais firme, calibrado para as condições brasileiras, o que contribui para maior estabilidade sem comprometer o conforto.

Um dos principais diferenciais está no pacote tecnológico. O modelo oferece sistema avançado de assistência à condução, com controle de cruzeiro adaptativo, assistente de faixa e frenagem automática. Soma-se a isso o conjunto de câmeras com visão 360 graus e função ampliada, que auxilia em manobras e amplia a percepção do entorno.

Por dentro, o C10 adota um conceito minimalista. Quase todas as funções estão concentradas na central multimídia, desde ajustes do ar-condicionado até regulagens do veículo. A proposta privilegia o visual limpo e moderno, mas exige adaptação, já que elimina botões físicos e altera a lógica de uso tradicional.

O espaço interno é compatível com a proposta familiar. Mesmo com o motor no eixo traseiro, o porta-malas supera 400 litros e há bom aproveitamento da cabine, com conforto para passageiros. O acabamento e a oferta de equipamentos reforçam a sensação de um produto acima da média na faixa de preço.

Entre os pontos de atenção está a autonomia, que pode limitar o uso rodoviário dependendo da infraestrutura de recarga disponível. Nesse cenário, a própria marca oferece uma alternativa com autonomia estendida, equipada com motor a combustão que atua como gerador, que custa R$ 15 mil a mais e que se mostra bem mais prática e inteligente.

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